A velha e boa Burocracia de sempre!


Bem que poderíamos chamar de “BURROcracia”, Weber e Merton podem não concordar comigo, devem até remexer em seus túmulos, mas a grande verdade é que a teória idealizada por eles tem puxado nossos tapetes diariamente quando o assunto é facílidade para abertura novos negócios.

Sejamos justos, abrir um negócio no Brasil ficou mais fácil sim, mas em outros lugares ficou mais fácil ainda, ocupamos hoje o 129º lugar, de 183 países analisados pelo Banco Mundial, na América Latina, das 32 economias avaliadas, o Brasil é hoje a 26ª, atrás de países como Antiqua e Barbuda, Saint Kitts e Nevis, além de ser superado por seus parceiros no Mercosul, Argentina, Paraguai e Uruguai.

É bem verdade que o relatório menciona algumas evoluções como a implementação de serviços on-line em diversos distritos de São Paulo, mas apesar da mudança, o Brasil continua a ser um dos lugares mais difíceis do mundo para se abrir uma empresa.
Diante desse contexto não tenho duvidas que brasileiro tem algo diferente, se o estado é buRRocrático o brasileiro é empreendedor na essência da expressão, mesmo não contando com facilidades disponíveis em outros países conseguimos estar entre os mais empreendedores do planeta, imaginem se existisse um comitê especifico a analisar e desenvolver artifícios que viessem a facilitar nosso trabalho a níveis de Cingapura, Nova Zelândia, Hong Kong , Estados Unidos entre outros que lideram o Ranking de facilidades na abertura de novas empresas? Não teria para ninguém, o Brasil seria o maior exportador de Produtos e Serviços do mundo.

Enquanto esse dia não chega, celebremos os carimbos e etiquetas com código de barras, afinal, os dois são ícones desse país BURROcrático.



Carimbaço neles!



Será?

O ex-presidente do FED (Banco Central Americano) Alan Greenspan em entrevista à BBC foi enfático, “A crise financeira se repetirá”.

De acordo com ele a máxima de que após o “Caos vem a Bonança” é verdadeira, e essa bonança é exatamente o catalisador das crises econômicas. Segundo ele, nenhuma delas é igual a outra, mas mantém uma característica comum: “A Natureza Humana”, ou seja, o ser humano durante um período de bonança tem intrínseco em seu DNA a sensação que estará nessa zona de conforto sempre.

“É da natureza humana, até que alguém encontre uma forma de mudar essa natureza, teremos mais crises e nenhuma delas será como essa porque nenhuma crise tem algo em comum com a outra, além da natureza humana”, afirmou ele.

Disse ainda que esse evento ocorre uma vez por século e que o caminho para a recuperação econômica nesses cenários é afastar o protecionismo, pois não existe livre comércio global com mercados domésticos muito restritivos ou regulados com muita rigidez.

Eu sou favorável a fim do protecionismo também, acho que o mundo é do ser humano e todos os recursos disponíveis nele também, sejam eles naturais ou industrializados, independentes da nacionalidade.


Portanto, viva ao liberalismo mercadológico!

Incapacidade ou Necessidade?

A história é a seguinte, já tem gente começando a reconhecer que a "onda" de demissões promovidas de Novembro passado a Março desse ano pode ter sido um tanto quanto precipitada, e tenho a mesma percepção.Tudo bem que, em um momento de crise todos somos reféns do sentimento de apreensão e o pessímismo reina no mundo, mas dai colocar 580 mil trabalhadores na rua? eu não tenho duvidas que foi um exagero, principalmente por parte da indústria automobilística.

A cada dia tenho a triste certeza que a crise economica pela qual passamos foi utilizada como desculpa para que empresários e executivos enxugassem seus custos e consequentemente justificassem suas incapacidades gestoras.

Acredito que ter capacidade empreendedora é também saber analisar os indicativos de mercado com cuidado e tomar decisões na medida certa, nem tanto ao "céu" nem tanto ao "inferno".


E tenho dito!